Viajei no sábado a noite para uma das cidades em que eu mais me sinto bem. Não sei ao certo porque. Vai ver é a porque parte da minha família está lá, ou porque a cidade é menor, o ar parece ser menos poluído, as pessoas parecem ser mais simpáticas. Eu simplesmente amo ir pra Osório.
A primeira coisa que fizemos quando chegamos lá foi ir ver a Lala, tão linda. Parecia uma princesa, tá falando de tudo, tá enorme. Ainda lembro do dia em que ela nasceu, já fazem dois anos. Naquela época, viajar pra Osório era uma coisa de se fazer um fim de semana sim e outro não.
-E o teu namorado? - Perguntou o primo Di, abraçado em mim, só pra implicar.
-Hãn? - me fiz de desentendida, rindo.
-E o teu namorado? - repetiu ele se fazendo de bobo.
-Olha primo, só vou namorar quando a Jeh namorar -
-Ah, vai demorar então - afirmou ele e nós rimos.
Dessa vez, só fomos jantar no Leco e comer a sagrada batata-frita com o molhinho, não fizemos aquelas coisas que nós sempre faziamos. Ou fizemos, mas eu estava tão acabada da minha noite não dormida de sexta-feira, que quando deitei pra esperar todo mundo, não consegui mais pensar muito. Dormi demais e deixei de fazer as coisas que a gente faz por lá.
-Ela tem uma aranha de estimação - Comentei com a Jeh que estava deitada em mim, sobre sexta e a Ge (aranha da Thalita).
-Eu vi no twitter - disse-me ela.
-É, ela comeu uma mosca.
-Eww, que nojo. Porque ela fez isso?
Daí eu olhei pra ela e nós começamos a rir. É sempre assim, basta só um olhar pra se entender. E nesse caso, entender a confusão.
-Meu, foi a aranha que comeu a mosca.
No domingo, festa de criança e aquela arrumação toda, ficar um tempo na função e ver a Lavinia toda falante e feliz, coisa mais linda do meu mundo.
A volta é algo que eu nunca gostei. Me dá vontade de morar lá, de ficar lá pra sempre. E eu só não faço isso porque eu tenho 16 anos e tenho pessoas que amo aqui.
-Mãe, posso fazer intercâmbio para o interior? - comentei.
-Como tu faria isso?
-Começaria pedindo tranferencia.
-Não, termina o ano aqui comigo.
-É que pra eu tomar essa decisão tem que ser agora que eu to indo embora, eu fico tão bem aqui. E eu sei que quando eu voltar pra minha rotina, fico pensando demais e não iria conseguir largar.
E é bem assim. Ninguém nunca entendeu o apego que eu tenho em ir pra lá. Até porque, pra todo mundo é só mais uma cidade, que sendo fora de Porto Alegre e redondeza, torna-se interior.
Pra mim é muito mais que isso, eu recarrego qualquer energia lá, eu me sinto em paz, eu do tanta risada que as vezes sufoco, eu me sinto bem acima de qualquer coisa existente. O próximo feriado que me aguarde, como eu sentia falta daquilo lá.
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