Após sair de lá para ir ao show, fiquei meio mal humorada. Fiquei pensando demais e meio que me torturando. Cheguei lá e o melhor aguentou a minha crise.
Eu só parei de frescura quando eles começaram. Primeiro foi aquele clipe foda demais de "garotos perdidos" depois o show, todas as músicas, as novas, as mais antigas, as minhas músicas favoritas foram todas tocadas.
Não existe energia ruim que dure em mim quando doyoulike? começa a tocar, nada de ruim pode ser mais forte do que a sensação boa que me invade. Aqueles caras lá em cima do palco me ensinam tanta coisa a cada letra, a cada frase, a cada depoimento da vida.
Eu desejo tudo de melhor pra eles, que eles tenham muito sucesso, porque eu não conheço nenhuma banda no momento que mereça mais do que eles. É rock, é paz, é amor e é a luta por um mundo melhor, conscientizando as pessoas através da música.
E depois desse show da noite de hoje, eu fico sem palavras pra conseguir descrever. Essa noite entrou pra história @doyoulike
domingo, 15 de maio de 2011
sexta-feira, 13 de maio de 2011
Deu saudade
Deu saudade de uns anos atrás quando a gente se reunia ali na quadra. Quando ficávamos na rua até mais tarde, quando comprávamos alguma coisa pra comer de tarde. Todo mundo junto. Me deu saudade das gurias aqui ou dos guris jogando futebol. Deu saudade de se reunir ali na praça ou em qualquer canto e ficar fazendo nada.
Deu saudade de quando todo mundo era menor e a responsabilidade não batia na porta. Ninguém tinha que se mudar ou trabalhar. A única tarefa era estudar e depois descer pra encontrar todo mundo.
Passar de prédio em prédio e ir gritando e chamando um por um. "te espero na quadra" "vê se não demora" "VAMO DESCEEEE" clássicos. Deu saudade de todo mundo que vivia aqui naquela época e de como era fácil ver o tempo passar sentados em um banco.
Pena que as coisas não voltam e eu fico só nessa saudade. Foram tempos tão bons, não tem como esquecer.
Deu saudade de quando todo mundo era menor e a responsabilidade não batia na porta. Ninguém tinha que se mudar ou trabalhar. A única tarefa era estudar e depois descer pra encontrar todo mundo.
Passar de prédio em prédio e ir gritando e chamando um por um. "te espero na quadra" "vê se não demora" "VAMO DESCEEEE" clássicos. Deu saudade de todo mundo que vivia aqui naquela época e de como era fácil ver o tempo passar sentados em um banco.
Pena que as coisas não voltam e eu fico só nessa saudade. Foram tempos tão bons, não tem como esquecer.
terça-feira, 10 de maio de 2011
Tempo
Hoje eu percebi quanto o tempo é valioso. Eu tinha coisas pra fazer em duas horas e vinte minutos: Almoçar, imprimir as fotos para o trabalho de filosofia, esperar a produtora, ir pra assis brasil, recarregar o tri, se desse tempo tomar um capuccino e chegar as duas horas no curso de inglês. Saí uns minutos mais cedo, só felicidade. Imprimi, almocei e entrei na sala para esperar a produtora. Eles não vieram, só me atrasei. Chegando na parada meu ônibus estava passando, então eu desisti de recarregar o tri e esperei.
Bom, outro veio logo atrás e eu cheguei na assis brasil no tempo record de 13 minutos. Mesmo assim, não desisti da ideia de recarregar o tri outro dia e só ficar na padaria durante muito tempo. Mas quando eu cheguei lá, eu tinha cinquenta minutos pra fazer aquilo, então fui-me. Todo o resto colaborou, o banco não estava muito cheio, o treco do tri sem ninguém.
Cheguei a tempo de ficar quinze minutos sentada lendo três crônicas e apreciando meu capuccino. Tudo bem que depois disso eu perdi uns três minutos da aula de inglês, mas é perdoavel. E eu fiz tudo isso sozinha, o que me deixou com um pouco de orgulho, confesso.
A verdade é que com o dia de hoje eu aprendi que todo o minuto é válido para alguma coisa. Que o tempo pode ser muito bem aproveitado se a gente souber como usar a nosso favor. Que a gente tem que saber como aproveitar, porque o que aconteceu no minuto passado, pode não voltar. Só façam tudo valer a pena, saibam que é importante estar com quem se gosta e também é importante ter um tempo só pra você.
Bom, outro veio logo atrás e eu cheguei na assis brasil no tempo record de 13 minutos. Mesmo assim, não desisti da ideia de recarregar o tri outro dia e só ficar na padaria durante muito tempo. Mas quando eu cheguei lá, eu tinha cinquenta minutos pra fazer aquilo, então fui-me. Todo o resto colaborou, o banco não estava muito cheio, o treco do tri sem ninguém.
Cheguei a tempo de ficar quinze minutos sentada lendo três crônicas e apreciando meu capuccino. Tudo bem que depois disso eu perdi uns três minutos da aula de inglês, mas é perdoavel. E eu fiz tudo isso sozinha, o que me deixou com um pouco de orgulho, confesso.
A verdade é que com o dia de hoje eu aprendi que todo o minuto é válido para alguma coisa. Que o tempo pode ser muito bem aproveitado se a gente souber como usar a nosso favor. Que a gente tem que saber como aproveitar, porque o que aconteceu no minuto passado, pode não voltar. Só façam tudo valer a pena, saibam que é importante estar com quem se gosta e também é importante ter um tempo só pra você.
domingo, 8 de maio de 2011
O meu lugar.
Viajei no sábado a noite para uma das cidades em que eu mais me sinto bem. Não sei ao certo porque. Vai ver é a porque parte da minha família está lá, ou porque a cidade é menor, o ar parece ser menos poluído, as pessoas parecem ser mais simpáticas. Eu simplesmente amo ir pra Osório.
A primeira coisa que fizemos quando chegamos lá foi ir ver a Lala, tão linda. Parecia uma princesa, tá falando de tudo, tá enorme. Ainda lembro do dia em que ela nasceu, já fazem dois anos. Naquela época, viajar pra Osório era uma coisa de se fazer um fim de semana sim e outro não.
-E o teu namorado? - Perguntou o primo Di, abraçado em mim, só pra implicar.
-Hãn? - me fiz de desentendida, rindo.
-E o teu namorado? - repetiu ele se fazendo de bobo.
-Olha primo, só vou namorar quando a Jeh namorar -
-Ah, vai demorar então - afirmou ele e nós rimos.
Dessa vez, só fomos jantar no Leco e comer a sagrada batata-frita com o molhinho, não fizemos aquelas coisas que nós sempre faziamos. Ou fizemos, mas eu estava tão acabada da minha noite não dormida de sexta-feira, que quando deitei pra esperar todo mundo, não consegui mais pensar muito. Dormi demais e deixei de fazer as coisas que a gente faz por lá.
-Ela tem uma aranha de estimação - Comentei com a Jeh que estava deitada em mim, sobre sexta e a Ge (aranha da Thalita).
-Eu vi no twitter - disse-me ela.
-É, ela comeu uma mosca.
-Eww, que nojo. Porque ela fez isso?
Daí eu olhei pra ela e nós começamos a rir. É sempre assim, basta só um olhar pra se entender. E nesse caso, entender a confusão.
-Meu, foi a aranha que comeu a mosca.
No domingo, festa de criança e aquela arrumação toda, ficar um tempo na função e ver a Lavinia toda falante e feliz, coisa mais linda do meu mundo.
A volta é algo que eu nunca gostei. Me dá vontade de morar lá, de ficar lá pra sempre. E eu só não faço isso porque eu tenho 16 anos e tenho pessoas que amo aqui.
-Mãe, posso fazer intercâmbio para o interior? - comentei.
-Como tu faria isso?
-Começaria pedindo tranferencia.
-Não, termina o ano aqui comigo.
-É que pra eu tomar essa decisão tem que ser agora que eu to indo embora, eu fico tão bem aqui. E eu sei que quando eu voltar pra minha rotina, fico pensando demais e não iria conseguir largar.
E é bem assim. Ninguém nunca entendeu o apego que eu tenho em ir pra lá. Até porque, pra todo mundo é só mais uma cidade, que sendo fora de Porto Alegre e redondeza, torna-se interior.
Pra mim é muito mais que isso, eu recarrego qualquer energia lá, eu me sinto em paz, eu do tanta risada que as vezes sufoco, eu me sinto bem acima de qualquer coisa existente. O próximo feriado que me aguarde, como eu sentia falta daquilo lá.
A primeira coisa que fizemos quando chegamos lá foi ir ver a Lala, tão linda. Parecia uma princesa, tá falando de tudo, tá enorme. Ainda lembro do dia em que ela nasceu, já fazem dois anos. Naquela época, viajar pra Osório era uma coisa de se fazer um fim de semana sim e outro não.
-E o teu namorado? - Perguntou o primo Di, abraçado em mim, só pra implicar.
-Hãn? - me fiz de desentendida, rindo.
-E o teu namorado? - repetiu ele se fazendo de bobo.
-Olha primo, só vou namorar quando a Jeh namorar -
-Ah, vai demorar então - afirmou ele e nós rimos.
Dessa vez, só fomos jantar no Leco e comer a sagrada batata-frita com o molhinho, não fizemos aquelas coisas que nós sempre faziamos. Ou fizemos, mas eu estava tão acabada da minha noite não dormida de sexta-feira, que quando deitei pra esperar todo mundo, não consegui mais pensar muito. Dormi demais e deixei de fazer as coisas que a gente faz por lá.
-Ela tem uma aranha de estimação - Comentei com a Jeh que estava deitada em mim, sobre sexta e a Ge (aranha da Thalita).
-Eu vi no twitter - disse-me ela.
-É, ela comeu uma mosca.
-Eww, que nojo. Porque ela fez isso?
Daí eu olhei pra ela e nós começamos a rir. É sempre assim, basta só um olhar pra se entender. E nesse caso, entender a confusão.
-Meu, foi a aranha que comeu a mosca.
No domingo, festa de criança e aquela arrumação toda, ficar um tempo na função e ver a Lavinia toda falante e feliz, coisa mais linda do meu mundo.
A volta é algo que eu nunca gostei. Me dá vontade de morar lá, de ficar lá pra sempre. E eu só não faço isso porque eu tenho 16 anos e tenho pessoas que amo aqui.
-Mãe, posso fazer intercâmbio para o interior? - comentei.
-Como tu faria isso?
-Começaria pedindo tranferencia.
-Não, termina o ano aqui comigo.
-É que pra eu tomar essa decisão tem que ser agora que eu to indo embora, eu fico tão bem aqui. E eu sei que quando eu voltar pra minha rotina, fico pensando demais e não iria conseguir largar.
E é bem assim. Ninguém nunca entendeu o apego que eu tenho em ir pra lá. Até porque, pra todo mundo é só mais uma cidade, que sendo fora de Porto Alegre e redondeza, torna-se interior.
Pra mim é muito mais que isso, eu recarrego qualquer energia lá, eu me sinto em paz, eu do tanta risada que as vezes sufoco, eu me sinto bem acima de qualquer coisa existente. O próximo feriado que me aguarde, como eu sentia falta daquilo lá.
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Livrar-se dos próprios muros
Hoje fui criticada por ficar conversando com o professor de filosofia enquanto a de matemática esperava na porta. Eu estava conversando com ele sobre nos fazer pensar. Falei que as vezes parece que ele tem medo de nos ajudar nisso. Ele disse que não, esse é exatamente o objetivo e pediu que eu o ajudasse a fazer outro meio de mostrar isso, se eu achava que ele não estava conseguindo.
Eu acho o Professor Ernesto extremamente inteligente. E se tu parar pra prestar atenção na aula dele, aprende cada vez mais. Mesmo ele falando e falando, vale a pena.
E eu acho que a aula de filosofia do quarto periodo é tão importante quanto a aula de matemática do quinto.
-Pra ti é, pra quem quer passar no vestibular prefere a matemática - disse a Ju.
Eu quero passar no vestibular e assim que decidir o curso, penso nisso. Mas a filosofia com o Ernesto é importante pra nos fazer pensar por si só. Ele tenta isso e ninguém dá o devido valor.
-Eu quero que ele me ajude a tirar os muros dos limites da minha cabeça e eu sei que ele pode fazer isso com todo mundo aqui. - comentei.
Se fosse escrever sobre tudo que a aula de filosofia do terceiro ano anda me proporcionando, passaria muito tempo escrevendo. Eu sei, nós temos preguiça de pensar e correr atrás. Afinal pra que esse esforço se hoje em dia temos tudo nas mãos? Eu te digo porque: Pra não ser um alienado.
Fica a dica da imagem que a Jubebs me mandou hoje, em relação ao que o professor fala e ao que eu penso.
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