Frágil é o silêncio:
Uma palavra apenas
Pode destruí-lo
Kátia E. C. Cornélius - Poemas de ônibus 2010.
sexta-feira, 8 de abril de 2011
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Verão.
-Sabe o que eu tenho aqui? - A Jé me perguntou no msn.
-O que?
-Doritos Dippas com molho de chaddar - Repondeu-me ela e já começou a rir -Lembrei de ti, da Gabi e da Gio -.
E daí me de uma saudade do verão. De chegar do centro de atlântida, pegar o mercadinho de CN abrindo, comprar porcarias pra comer, sentar no quarto da ponta, abrir a sacada, olhar o amanhecer, ver a vizinha da frente preparando o café dela na mesa, onde normalmente sentava com o marido ou sozinha, comentar sobre a noite.
Deu saudade de abraçar o melhor amigo todo dia, de todas as noites loucas, do verão no geral. De descer para o redondo que estava sempre vazio, de ir jantar um crepe, das risadas que só a gente conseguia dar, da paciência do Léo nos levando pra lá e pra cá, da Gabi surtando quando tocava like G6 ou shine forever.
Teve o meu aniversário e a surpresa que a Gabi, o Léo, a Carol e a Gio fizeram pra mim, que foi linda! O planeta com os melhores shows.
Daí veio o carnaval em Capão. Na casa da Thalita com a Ju, gritando Paulo, bebendo, saíndo de carro, a pé, invadindo o deslife de carnaval sem notar, indo até atlântida e voltando no mesmo pique, sem parar um minuto. As concentras antes de sair com as pessoas que tornaram o meu verão, a melhor época.
Ahh o verão...
terça-feira, 5 de abril de 2011
Sempre será
-Ai mãe, vamos nos mudar, fugir do mundo, ir pra outra cidade - falei logo depois da janta.
-Acho que a gripe ta afetando o teu cérebro - respondeu-me ela. (quem disse que mãe canceriana é delicada, quem quem?)
-AAAI mãe - Coloquei a cabeça no colo dela.
-O que tiver que ser, assim será.. Vai acontecer sei esperar - Cantarolou ela pra mim enquanto fazia um cafuné.
- Quem quer receber, tem que se dar (8) bem pra ti - falou minha irmã da sala, continuando a música.-Mas não leva tão ao pé da letra - riu-se ela.
Vocês sempre sabem de tudo sem nem ao menos eu precisar falar. Não adianta, vocês são as melhores do mundo.
-Acho que a gripe ta afetando o teu cérebro - respondeu-me ela. (quem disse que mãe canceriana é delicada, quem quem?)
-AAAI mãe - Coloquei a cabeça no colo dela.
-O que tiver que ser, assim será.. Vai acontecer sei esperar - Cantarolou ela pra mim enquanto fazia um cafuné.
- Quem quer receber, tem que se dar (8) bem pra ti - falou minha irmã da sala, continuando a música.-Mas não leva tão ao pé da letra - riu-se ela.
Vocês sempre sabem de tudo sem nem ao menos eu precisar falar. Não adianta, vocês são as melhores do mundo.
sábado, 2 de abril de 2011
Identifique-se
"Lá está ela, mais uma vez. Não sei, não vou saber, não dá pra entender como ela não se cansa disso. Sabe que tudo acontece como um jogo, se é de azar ou de sorte, não dá pra prever. Ou melhor, até se pode prever, mas ela dispensa.
Acredito que essa moça, no fundo gosta dessas coisas. De se apaixonar, de se jogar num rio onde ela não sabe se consegue nadar. Ela não desiste e leva bóias. E se ela se afogar, se recupera.
Estranho e que ela já apanhou demais da vida. Essa moça tem relacionamentos estranhos, acho que ela está condicionada a ser uma pessoa substituta. E quem não é?
A gente sempre acha que é especial na vida de alguém, mas o que te garante que você não está somente servindo pra tapar buracos, servindo de curativo pras feridas antigas?
A moça…ela muito amou, ama, amará, e muito se machuca também. Porque amar também é isso, não? Dar o seu melhor pra curar outra pessoa de todos os golpes, até que ela fique bem e te deixe pra trás, fraco e sangrando. Daí você espera por alguém que venha te curar.
Às vezes esse alguém aparece, outras vezes, não. E pra ela? Por quem ela espera?E assim, aos poucos, ela se esquece dos socos, pontapés, golpes baixos que a vida lhe deu, lhe dará.
A moça – que não era Capitu, mas também têm olhos de ressaca – levanta e segue em frente.
Não por ser forte, e sim pelo contrário… Por saber que é fraca o bastante para não conseguir ter ódio no seu coração, na sua alma, na sua essência. E ama, sabendo que vai chorar muitas vezes ainda. Afinal, foi chorando que ela, você e todos os outros, vieram ao mundo.”
Caio Fernando Abreu
Acredito que essa moça, no fundo gosta dessas coisas. De se apaixonar, de se jogar num rio onde ela não sabe se consegue nadar. Ela não desiste e leva bóias. E se ela se afogar, se recupera.
Estranho e que ela já apanhou demais da vida. Essa moça tem relacionamentos estranhos, acho que ela está condicionada a ser uma pessoa substituta. E quem não é?
A gente sempre acha que é especial na vida de alguém, mas o que te garante que você não está somente servindo pra tapar buracos, servindo de curativo pras feridas antigas?
A moça…ela muito amou, ama, amará, e muito se machuca também. Porque amar também é isso, não? Dar o seu melhor pra curar outra pessoa de todos os golpes, até que ela fique bem e te deixe pra trás, fraco e sangrando. Daí você espera por alguém que venha te curar.
Às vezes esse alguém aparece, outras vezes, não. E pra ela? Por quem ela espera?E assim, aos poucos, ela se esquece dos socos, pontapés, golpes baixos que a vida lhe deu, lhe dará.
A moça – que não era Capitu, mas também têm olhos de ressaca – levanta e segue em frente.
Não por ser forte, e sim pelo contrário… Por saber que é fraca o bastante para não conseguir ter ódio no seu coração, na sua alma, na sua essência. E ama, sabendo que vai chorar muitas vezes ainda. Afinal, foi chorando que ela, você e todos os outros, vieram ao mundo.”
Caio Fernando Abreu
sábado, 26 de março de 2011
A flor
Mexendo em meus livros, colocando-os em uma ordem diferente. Caiu no chão um livro antigo, que eu lia quando tinha meus 13 anos, lembro-me até hoje da história: não era de amor, a personagem principal era nova demais pra isso, um pouco mais nova que eu na época, maldita hora em que eu fui deixar de brincar de boneca.
Havia uma página em evidencia, abri. Ali encontrei uma flor, seca, com o passar do tempo. A peguei na mão e lembrei de onde ela havia saído, foi um momento nostálgico, pareci voltar para aquela noite.
Naquela época eu acreditava em apenas um amor que se levava para o resto da vida e achava que ele era o meu. Havíamos meio que discutido aquela noite e eu não quis mais conversa, então uma de nossas amigas sugeria que ele fizesse uma encenação no maior estilo Don Juan e a flor fazia parte. Lembro-me que ri e que senti que seria impossível não desculpá-lo seja lá o que ele tenha feito.
O objetivo de guardá-la lembro até hoje, era exatamente esse. Que anos depois, quando tudo tivesse acabado eu lembrasse essa época, de tudo isso, das pessoas que eu tinha e dos momentos que vivi.
Hoje em dia, eu não o conheço mais, se é que algum dia conheci. Lendo o seu blog, noto exatamente qual o tipo de vida que leva, noto a decepção de uma ex em que ele insiste falar que superou, mas está na cara que ainda a ama, noto a constante mudança de humor, de quem está farto da vida, mas no fundo ainda acha que tem muito a viver. As vezes em que nós conversamos, pouca coisa é realmente falada, mas aqui, muito é lembrado.
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