Mexendo em meus livros, colocando-os em uma ordem diferente. Caiu no chão um livro antigo, que eu lia quando tinha meus 13 anos, lembro-me até hoje da história: não era de amor, a personagem principal era nova demais pra isso, um pouco mais nova que eu na época, maldita hora em que eu fui deixar de brincar de boneca.
Havia uma página em evidencia, abri. Ali encontrei uma flor, seca, com o passar do tempo. A peguei na mão e lembrei de onde ela havia saído, foi um momento nostálgico, pareci voltar para aquela noite.
Naquela época eu acreditava em apenas um amor que se levava para o resto da vida e achava que ele era o meu. Havíamos meio que discutido aquela noite e eu não quis mais conversa, então uma de nossas amigas sugeria que ele fizesse uma encenação no maior estilo Don Juan e a flor fazia parte. Lembro-me que ri e que senti que seria impossível não desculpá-lo seja lá o que ele tenha feito.
O objetivo de guardá-la lembro até hoje, era exatamente esse. Que anos depois, quando tudo tivesse acabado eu lembrasse essa época, de tudo isso, das pessoas que eu tinha e dos momentos que vivi.
Hoje em dia, eu não o conheço mais, se é que algum dia conheci. Lendo o seu blog, noto exatamente qual o tipo de vida que leva, noto a decepção de uma ex em que ele insiste falar que superou, mas está na cara que ainda a ama, noto a constante mudança de humor, de quem está farto da vida, mas no fundo ainda acha que tem muito a viver. As vezes em que nós conversamos, pouca coisa é realmente falada, mas aqui, muito é lembrado.
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