sábado, 26 de março de 2011

A flor

Mexendo em meus livros, colocando-os em uma ordem diferente. Caiu no chão um livro antigo, que eu lia quando tinha meus 13 anos, lembro-me até hoje da história: não era de amor, a personagem principal era nova demais pra isso, um pouco mais nova que eu na época, maldita hora em que eu fui deixar de brincar de boneca.
Havia uma página em evidencia, abri. Ali encontrei uma flor, seca, com o passar do tempo. A peguei na mão e lembrei de onde ela havia saído, foi um momento nostálgico, pareci voltar para aquela noite.
Naquela época eu acreditava em apenas um amor que se levava para o resto da vida e achava que ele era o meu. Havíamos meio que discutido aquela noite e eu não quis mais conversa, então uma de nossas amigas sugeria que ele fizesse uma encenação no maior estilo Don Juan e a flor fazia parte. Lembro-me que ri e que senti que seria impossível não desculpá-lo seja lá o que ele tenha feito.
O objetivo de guardá-la lembro até hoje, era exatamente esse. Que anos depois, quando tudo tivesse acabado eu lembrasse essa época, de tudo isso, das pessoas que eu tinha e dos momentos que vivi.
Hoje em dia, eu não o conheço mais, se é que algum dia conheci. Lendo o seu blog, noto exatamente qual o tipo de vida que leva, noto a decepção de uma ex em que ele insiste falar que superou, mas está na cara que ainda a ama, noto a constante mudança de humor, de quem está farto da vida, mas no fundo ainda acha que tem muito a viver. As vezes em que nós conversamos, pouca coisa é realmente falada, mas aqui, muito é lembrado.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Farto

Lua cheia demais.


           Leonardo Franzelau - Poemas de ônibus 2010




*Um dos melhores poemas de ônibus, na minha opinião.

Caderno

Sabe aquele caderno que eu levava sempre comigo? Pois bem, eu o fechei. Agora ele está velho e acabado, não faz o mesmo efeito que fazia quando era novo, quando as palavras que eu escrevia eram novidade, quando tudo era tão bom. Foi uma fase da minha vida, que eu quis fechar assim, por mim.
Mas às vezes eu o pego, coloco na bolsa e saio lendo. O difícil mesmo vai ser me encontrar escrevendo nele outra vez. Novos ventos prometem ao futuro coisas que ninguém pode adivinhar.
Foi uma fase boa, ainda não superada. Eu te sinto aqui com toda a intensidade. Mas tu és pra mim agora apenas uma doce lembrança, que eu não quero mais tocar, não quero mais lutar e não quero mudar nada. As coisas que a gente passou, que eu senti, vou guardar aqui dentro, mas foi um capítulo da minha vida que eu estou fechando e assim vai ser.

Vejo a sorte no futuro, não o fim do mundo. Nada é pra sempre muito menos por acaso, se nem sempre o planejado sai como o esperado, é só uma chance pra enxergar o outro lado - forfun

segunda-feira, 21 de março de 2011

Ex-noitada

      Num dia, tragos e tragadas de cigarro
    No outro, ex-tragos e cigarros ex-tragados


      Douglas Hugentobles Gimenis - Poemas de ônibus 2010


   
  Ah, verão.. como não lembrar? Um beijo pra quem fez do meu verão de 2011, ser um dos melhores.

domingo, 20 de março de 2011

Trecho

      Acendo outro cigarro e respondo ao cumprimento do alegre casal de velhos que vem retornando do seu passeio pela alameda, andam pelo cemitério como se estivessem num bosque. Leio a advertência no maço, Fumar É Prejudicial à Saúde. Mais prejudicial do que o cigarro é a memória, digo baixinho ao velho que lançou um olhar reprovador ao meu cigarro. A memória e os seus detalhes. Coisas pequenas, minúcias.


*A noite escura e mais eu - Lydia Fagundes Telles
                           Uma branca sombra pálida, pagina 141.

O lado bom de ser um Lucas

É o meu sobrenome por parte de mãe, sim, Lucas, assim mesmo L-U-C-A-S e eu não sou única. Somos muitos. Digo muitos porque deve haver mais gente pelo mundo com esse sobrenome, mas digo muito principalmente sobre a minha família.
Deixa eu te ajudar a compreender: meus avós tiveram 15 filhos, desses 15, 10 ainda vivem, a base de netos são de dois por filho, tem gente que tem mais, poucos tem menos. Tem ainda irmão que tem até bisnetos! A família é grande e principalmente, a UNIÃO é grande.
Natal sempre em família, comemorações de aniversários sempre em família, tudo em família. Eu e meus 500 primos sempre juntos e eu posso dizer que eu AMO cada um deles com as suas particularidades. Tudo bem que eu não mantenho contato direto com todos eles.. mas acredito que eu tenho por perto a grande maioria. Ninguém entende o que eu to falando, porque não dá pra explicar, só sentir!
Não sei o que eu faria sem vocês, sério. Ter família grande é tudo de bom!

ps: Salvem os Lucas. (só as abobadinhas da família vão entender, oi mana e jé haha)

Cura

Não tenho nada a que me prender, nunca tive. Mesmo assim, não consigo esquecer, há algo em mim, que ainda é totalmente preso a ti.

sábado, 19 de março de 2011

Sempre em frente

Em toda queda há um porque de se ter caído, há uma cicatriz para ser lembrada, mas principalmente há um motivo para se levantar.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Obrigada, Bial

Os olhos entregam o que a boca silencia


*Dito por Pedro Bial, antes de alguma eliminação do BBB11.

Carnaval,

Praia, noite, amigas, sacada, amigos, copos, gelo, bebida, fotos, risadas, caminhada, centro, multidão, animação, calçadão, praia, meninas, sol nascendo, sono, casa, cozinha, comida.
Thalita levantou o copo de coca e levou em direção à boca. - Cadê a minha coca, quem foi que tomou a minha coca?

Muitos risos. Ninguém nos entende.